São Bernardo

Categoria 0 Comentários 9 Fevereiro, 2018

Classificação F.C.I.
Grupo 2 – Pinscher e Schnauzer – Raças Molossóides – Cães Montanheses Suíços e Boiadeiros
Seção 2.2 – Raças Molossóides – Tipo Montanhês. Sem prova de trabalho
Nome da Raça em seu país de origem: St. Bernhardshund/Bernhardiner

História da Raça

No Século 11, monges fundaram um hospício com o objetivo de ser um refúgio para viajantes que atravessavam a traiçoeira região de São Bernardo, localizada entre a Suíça e a Itália.

Lá, grandes cães de montanha foram mantidos desde os meados do século 17 para guarda e proteção, sendo que, um documento datado de 1707 atesta a existência de tais cães no local.

Logo estes cães passaram a fazer companhia para os viajantes que se hospedavam no local, sendo que, percebendo que os animais eram desbravadores das neves profundas, as quais encarava sem medo, os monges locais passaram a treiná-los para procurar pessoas perdidas.

Quando encontravam uma pessoa perdida, os cães lambiam o seu rosto, com o objetivo de reanimá-la, e ficavam deitados ao seu lado, para que pudessem aquecê-la, até que alguma outra pessoa pudesse resgatá-los do local.

Tais cães eram conhecidos por diversos nomes na época, dentre eles, “cão de hospício”, mas, devido ao fato de que o cão de resgate mais famoso era chamado de “Barry”, muitas passaram a denominar a raça como “Barryhund”, em sua homenagem.

Após o falecimento de inúmeros exemplares por volta do ano de 1800, foram realizados cruzamentos com os São Bernardos sobreviventes com o Terra Nova, fato este que introduziu a pelagem longa na raça.

Ao contrário do que se imagina, a pelagem longa não é vantajosa na neve, eis que a mesma se impregna por debaixo do pelo, podendo levar o cão ao congelamento. Desse modo, os cães de pelo longo não eram mantidos na função de resgate das pessoas.

Heinrich Schumacher, da cidade de Holligen, perto de Berna, foi o primeiro a começar a emitir documentos genealógicos para seus cães em 1867.

Em fevereiro de 1884 o “Schweizerisches Hundestammbuch” (SHSB), o livro de registro suíço, foi iniciado. O primeiro registro foi a São Bernardo “Leon”, e os 28 registos seguintes também foram de São Bernardos. No dia 15 de março de 1884, o St. Bernards-Club foi fundado na Basiléia.

Por ocasião de um congresso canino internacional em 2 de junho de 1887, o cão São Bernardo foi oficialmente reconhecido como uma raça suíça e o padrão da raça foi declarado como obrigatório. Desde então, o São Bernardo tem sido considerado como o cão nacional suíço

Aptidão / Temperamento

O São Bernardo é um cão calmo e dócil, muito paciente com as crianças, tendo um temperamento pacato de forma geral, não sendo um cão apropriado para pessoas que desejam praticar esportes com o mesmo.

Cuidados Específicos / Doenças mais Comuns

Pelo seu porte gigante, o São Bernardo pode apresentar comumente displasia coxofemoral e de cotovelos.

O grande peso da raça também pode fazer com que a mesma apresente problemas nas articulações (daí ser muito importante manter o cão em um piso mais firme, como grama, calçada, piso rústico, evitando-se, assim, que o animal fique “escorregando” enquanto anda).

Calos devido ao grande peso também são comuns, e eventualmente encontramos animais com problemas cardíacos e diabetes.

Características Físicas

De acordo com a CBKC, o São Bernardo é um cão de tamanho grande.

São Bernardo

  • Tamanho: A altura na cernelha equivale de 70 a 90 cm para cães machos e é de 65 a 80 cm para as fêmeas, não havendo peso definido no padrão.
  • Trufa: Preto, largo e quadrado. Narinas bem abertas.
  • Maxilares/Dentes: Maxilares superior e inferior são fortes, largos, e iguais em comprimento. Mordedura em tesoura ou pinça (torquês) bem desenvolvida, regular e completa. Boca bem ajustada com prognatismo inferior sem nenhum espaço entre os incisivos inferiores e os superiores é aceitável. Ausência de PM 1 (pré-molar 1) e M3 é tolerado.
  • Olhos: De médio porte. Cor marrom escuro a castanho. Olhar moderadamente profundo com uma expressão amigável. Aperto natural de pálpebras é desejável. Uma dobra angular muito pequena na pálpebra inferior com a terceira pálpebra apenas ligeiramente visível, assim como uma pequena dobra na parte superior é permitida. As bordas dos olhos são completamente pigmentadas.
  • Orelhas: De tamanho médio, inseridas altas e largas. Cartilagens fortemente desenvolvidas. As orlas são flexíveis, triangulares, com as extremidades arredondadas. As bordas traseiras são ligeiramente em pé, e as bordas dianteiras são assentadas próximo às bochechas.
  • Pelo: Há dois tipos de pelagem:
  • Variedade de pelo curto (“Stockhaar”, pelagem dupla): O revestimento exterior é denso, macio; bem fechado e grosso. Subpelo em abundância. Coxas com um leve revestimento. Cauda coberta com densa pelagem.
  • Variedade de pelo longo: O revestimento exterior é liso, de comprimento médio e com abundância de subpelo. Pelo curto na face e orelhas; pelo normalmente um pouco ondulado sobre o quadril e a garupa. Braços emplumados. Coxas com bom revestimento. Cauda com pelos em profusão.
  • Cor: Cor principal branca com manchas vermelho-claras maiores ou menores (cães de pelagem manchada) a um contínuo manto vermelho claro a escuro cobrindo o dorso e flancos (cães com manto). Um manto falho castanho avermelhado é de mesmo valor. Uma cor rajada castanho avermelhada é permitida. Amarelo acastanhado é tolerado. Sombras escuras na cabeça são desejáveis. Um leve toque de sombreamento preto no corpo é tolerado.
  • Marcações brancas obrigatórias: Peito, patas, ponta da cauda, faixa do focinho, listra na cabeça e mancha no pescoço. Marcações desejáveis: Colarinho branco. Máscara escura simétrica.

Curiosidades

São Bernardo
A raça atingiu grande popularidade com o filme “Beethoven”, lançado em 1992.

Resumidamente, o filme se inicia com um filhote da raça e um grande grupo de outros cachorros que são roubados de uma de animais de estimação a noite por dois ladrões.

Depois de conhecer um outro cãozinho, durante sua fuga dos ladrões, o São Bernardo foge e já pela manhã entra na casa da família Newton. Ele sobe a cama de uma menina e começa a lamber seu rosto, fazendo-a acordar.

Ela fica surpresa ao ver o cachorro e até mesmo diz que foi um sonho que se tornou realidade. O pai, George Newton, não quer a responsabilidade de possuir um cão, mas sua esposa, Alice, e seus filhos, o convencem do contrário.

Enquanto tenta nomear seu recém descoberto cão, a filha mais nova, Emily, desempenha uma parte da Sinfonia n.º 5 de Ludwig van Beethoven no piano e o cachorro late junto, a família, portanto, dá lhe o nome de “Beethoven”.


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