Retriever da Nova Escócia Duck Tolling

Categoria 0 Comentários 11 Fevereiro, 2018

Classificação F.C.I.

Grupo 8 – Retrievers, Levantadores e Cães d’Água

Seção 1 – Retrievers. Sujeito à prova de trabalho para Campeonato Internacional

País de Origem: Canadá

Nome da Raça em seu país de origem: Nova Scotia Duck Tolling Retriever

História da Raça

O Retriever da Nova Escócia Duck Tolling foi desenvolvido na província de Nova Escócia, no início do século XIX, para sinalizar, atrair e trazer as aves aquáticas abatidas (em especial patos – “duck” em inglês, daí a origem do seu nome, que é basicamente a junção da região em que foi desenvolvido com a função que desempenhava).

A técnica de caça desenvolvida por esses cães era bastante peculiar e conhecida como “tolling” (por isso que o apelido destes cães é “toller”), em que os cães se movimentavam na beira de lagos para despertar a atenção das aves. Quando elas se aproximavam eram abatidas pelos caçadores, sendo tarefa dos cães recolher as aves e entregá-las para seus proprietários.

Trata-se de uma raça relativamente recente, sendo que se acredita que a mesma tenha como ancestrais o Golden Retriever, Setter Irlandês, Cocker Spaniel e o Chesapeake Bay Retriever.

Apenas em 1945 o Kennel Club do Canadá reconheceu a raça como Duck Tolling Retriever da Nova Escócia, tendo sido fundado em 1974 o clube Nova Scotia Duck Tolling Retriever no mesmo país, com o objetivo de divulgar e proteger a raça. O reconhecimento pela FCI ocorreu apenas em 1980.

Aptidão / Temperamento

Retriever da Nova Escócia Duck Tolling

É um cão de porte médio, poderoso, compacto, balanceado e bem musculoso. Possuem ossatura medianamente pesada à poderosa, com alto grau de agilidade, vivacidade e determinação.

Muitos cães desta raça possuem uma expressão um pouco triste até iniciarem o trabalho, quando o seu aspecto muda para intensa concentração e entusiasmo.

Durante o trabalho, move-se com rapidez e atividade, com a cabeça portada quase ao nível do dorso e com um movimento constante da cauda, densamente coberta por tufos de pelos.

É um cão muito inteligente, fácil de treinar e com grande resistência. É um forte e hábil nadador, um retriever tenaz por natureza, tanto na terra quanto na água, estruturado para mover-se rapidamente no momento em que uma pequena indicação é dada pelo caçador e o seu trabalho requerido.

Seu grande entusiasmo e caráter brincalhão são qualidades essenciais e que deve possuir para distrair e pegar a caça, fato este que, adaptado para um pet que vive na cidade, o torna um excelente companheiro da família, em especial das crianças, com quem interage e é muito paciente.

Pode se revelar um pouco reservado com estranhos, mas a tendência é que os aceitem com facilidade logo após uma breve apresentação.

Cuidados Específicos / Doenças mais Comuns

O Toller é um cão muito resistente e que necessita de exercícios frequentes, sob pena de, não os fazendo, se tornar um cão triste destrutivo.

Necessita de escovação semanal para os pelos, sendo que os banhos devem ser ministrados apenas quando necessário, para que a oleosidade natural da pele não seja removida e retire, consequentemente, a sua proteção contra o frio.

A raça pode ser acometida por Atrofia Progressiva da Retina e apresentar problemas na tireoide.

Longevidade: De 12 a 14 anos.

Características Físicas

De acordo com a CBKC, o Toller é um cão de tamanho médio.

Retriever da Nova Escócia Duck Tolling

  • Tamanho: A altura na cernelha equivale a 48 a 51 cm para cães machos e é de 45 a 48 cm para as fêmeas, sendo tolerado 2,5 cm, tanto para baixo quanto para cima.
  • Peso: Machos: de 20 a 23 kg. Fêmeas: de 17 a 20 kg.
  • Trufa: Afila desde a base até a sua ponta, com narinas bem abertas. A cor deve ser preta ou harmonizar com a coloração da pelagem.
  • Maxilares/Dentes: Os maxilares são suficientemente fortes para carregar uma ave de tamanho considerável, sendo essencial uma boca suave. A mordedura correta é em forma de tesoura apertada, sendo requerida dentição completa.
  • Olhos: Bem separados, de forma amendoada e de tamanho médio. A cor pode variar do âmbar ao marrom, com expressão alerta, amigável e inteligente. A pele das pálpebras deve ser da mesma coloração dos lábios.
  • Orelhas: Triangulares, de tamanho médio e implantadas altas, bem voltadas para a parte posterior do crânio, com as bases ligeiramente eretas. A parte posterior das dobras é bem guarnecida de pelos; já na sua ponta, que é arredondada, o pelo é mais curto.
  • Cauda: Segue a ligeira inclinação natural da garupa, sendo grossa na sua base, com uma abundante e exuberante pelagem e com a sua ponta chegando pelo menos na altura dos jarretes. A cauda deve ser portada no nível da linha superior, exceto quando o cão está em alerta, quando a sua curvatura pode estar acentuada, mas nunca tocando o dorso.
  • Pelo: Uma vez que a raça foi criada para capturar a caça em águas geladas, deve possuir uma pelagem dupla, resistente à água, com pelo de comprimento e suavidade moderados e subpelo mais suave e denso. O pelo pode ser ligeiramente ondulado na parte posterior, sendo liso no restante do corpo. No inverno, pode formar uma ondulação mais longa e solta na garganta. Os tufos de pelo são suaves na garganta, atrás das orelhas e das coxas, sendo moderadamente desenvolvidos nos membros anteriores.
  • Cor: Se apresenta em vários tons de vermelho ou laranja, com os tufos de pelo e a parte inferior da cauda um pouco mais claros. Usualmente, devem apresentar pelo menos uma das seguintes marcações brancas: na ponta da cauda, nas patas (não ultrapassando os metacarpos ou metatarsos), no peito e uma listra na testa do animal. Por outro lado, um cão com grandes qualidades não deve ser penalizado por não apresentar marcações brancas. A pigmentação da trufa, dos lábios e bordas palpebrais deve ser cor de carne, harmonizando com a pelagem, ou preta.

Retriever da Nova Escócia Duck Tolling


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