Papillon

Categoria 0 Comentários 14 Fevereiro, 2018

Classificação F.C.I.

Grupo 9 – Cães de Companhia

Seção 9 – Pequeno Spaniel Continental. Sem prova de trabalho

País de Origem: França e Bélgica

Nome da Raça em seu país de origem: Epagneul Nain Continental

História da Raça

Madame Pompadour e Maria Antonieta foram grandes admiradoras da raça e muitos destes cães foram vendidos para a corte de Luis XV. Cães do tipo Papillon também aparecem nos quadros de Van Dyke, no século 15. No século 16, ele era conhecido como Spaniel Anão.

A raça, como diversos outros Spaniels, tem origem em pequenos cães Spaniels que eram populares na Europa e serviam como passatempo para a realeza.

Em realidade, “Papillon” se trata de uma variante da raça denominada como “Pequeno Spaniel Continental”. A outra variedade se chama “Phalène”.

A diferença entre as duas é que o Papillon (que significa borboleta em francês), possui orelhas eretas, enquanto o Phalène (mariposa, em francês), possui as orelhas caídas.

A popularidade da variedade de orelhas erguidas é muito maior do que a de orelhas caídas, muito embora, quando a raça tenha surgido, originalmente a mesma possuía orelhas caídas.

Foi no final do século 19 que os exemplares com orelhas erguidas se tornaram valorizados e a característica passou a ser selecionada por ser considerada mais nobre, sendo inclusive retratada em obras de arte, enquanto os de orelhas caídas desempenhavam funções como guardar gansos em fazendas.

Existem criadores que defendem a separação de tais variedades em raças distintas, principalmente os que estão localizados no Canadá e na Rússia.

Aptidão / Temperamento

Papillon

Pequeno Spaniel de luxo, de uma construção normal e harmoniosa, com longos pelos; focinho moderadamente comprido e mais curto que o crânio; de personalidade viva, gracioso, porém robusto. Porte orgulhoso com uma movimentação fácil e elegante. Seu corpo é ligeiramente mais longo do que alto.

O Papillon é um cão que encanta a todos com seu olhar vivaz, porte diminuto e orelhas relativamente desproporcionais ao tamanho do corpo.

Extremamente afetuoso, gosta de estar perto dos donos, embora não seja o tipo de cão carente que fica solicitando atenção e pedindo colo a todo momento. O Papillon consegue tranquilamente assistir TV ao lado das pessoas de casa sem problema algum.

A sua inteligência também é algo a se destacar, sendo considerada a segunda raça mais adestrável dentre as raças de pequeno porte, de acordo com o livro “A Inteligência dos Cães”, de Stanley Coren.

Expectativa de vida: De 14 a 16 anos.

Cuidados Específicos / Doenças mais Comuns

O Papillon é uma das raças pequenas mais agitadas que existem, sendo bem mais ativas do que um Yorkshire, por exemplo, motivo pelo qual a rotina deles deve incluir exercícios e brincadeiras diários, para gastarem a sua energia.

A pelagem do Papillon, embora um pouco longa, não cria nós com facilidade, pelo fato de que não possui subpelo. Assim, uma escovação semanal é o suficiente para manter a pelagem brilhante e sedosa, ressaltando-se que, durante a troca de pelos na época do verão e durante os cios das fêmeas, a escovação deve ser intensificada. Banhos devem ser ministrados apenas quando necessário, eis que a raça, em geral, não apresenta odor forte.

Assim como qualquer cão, o Papillon deve ter suas unhas cortadas regularmente (caso o cão viva em ambiente que não permita o “desgaste” natural das mesmas), limpeza de ouvidos, para evitar acúmulo excessivo de cera, e escovação regular dos dentes, com produtos apropriados para cães.

A raça, como outros cães de pequeno porte, pode ter predisposição a Atrofia Progressiva da Retina, luxação da patela e doenças do coração.

Características Físicas

De acordo com a CBKC, o Pequeno Spaniel Continental é um cão de tamanho pequeno, possuindo as seguintes principais características:

Papillon

  • Tamanho: A altura na cernelha equivale a 28 cm para ambos os sexos.
  • Peso: Duas categorias: 1) Menos que 2,5 kg para machos e fêmeas. 2) De 2,5 kg a 4,5 kg para os machos. De 2,5 kg a 5 kg para as fêmeas. Peso mínimo: 1,5 kg.
  • Crânio: Não muito redondo, seja de perfil ou de frente, às vezes mostrando um ligeiro sulco mediano.
  • Trufa: Pequena, preta e redonda, mas ligeiramente achatada no topo.
  • Focinho: Mais curto do que o crânio, fino, pontudo e não muito côncavo nos lados; não deve ser arrebitado.
  • Maxilares/Dentes: Bem fortes; normalmente, bem ajustados.
  • Olhos: Muito grandes, bem abertos, em forma de amêndoa grande, não proeminentes, inseridos baixo na cabeça; o canto interno fica na interseção do crânio com o focinho. De cor escura e muito expressivos, pálpebras fortemente pigmentadas.
  • Orelhas: Bastante finas, mas firmes. Seja nas orelhas oblíquas ou nas orelhas pendentes, quando examinadas com a mão, a cartilagem não deve acabar em ponta muito afilada. As orelhas são inseridas muito para trás, suficientemente afastadas uma da outra, de maneira a mostrar a forma ligeiramente arredondada do crânio.
  • Variedade de orelhas caídas, chamada: PHALENE. A orelha em repouso é inserida alta, consideravelmente mais alta do que a linha dos olhos, portada pendente e bem móvel. Guarnecida de pelos ondulados que podem alcançar um bom comprimento, dando ao cão uma linda aparência.
  • Variedade de orelhas eretas, chamada: PAPILLON. A orelha é inserida alta, a cavidade auricular bem aberta e lateral; a borda interna do pavilhão da orelha forma um ângulo de aproximadamente 45° com a horizontal. De forma alguma a orelha deve apontar para cima, que seria como uma orelha do tipo Spitz e que deve ser definitivamente rejeitada. A parte interna do pavilhão da orelha é coberta de finos pelos, também ondulados. Os pelos mais longos ultrapassam ligeiramente a borda da orelha; a face externa, ao contrário, é coberta por pelos longos que formam franjas caídas, ultrapassando bem as bordas das orelhas. O cruzamento, entre as duas variedades, produz frequentemente, orelhas semieretas, com as pontas caídas; esta forma mista de porte de orelha é um defeito grave.
  • Cauda: Inserida muito alta, bastante longa, franja abundante formando uma bonita plumagem. Quando o cão está em ação, a cauda é portada levantada ao longo da linha do dorso, e, curvada, a extremidade pode tocar o dorso; nunca deve ser enrolada ou deitada sobre o dorso.
  • Pelo: Sem subpelo; é abundante, lustroso, ondulado (não confundir com encaracolada), sem ser macio, mas ligeiramente resistente ao toque, com reflexos sedosos. Os pelos são inseridos achatados; eles são finos, ligeiramente curvados pelas ondas. A aparência da pelagem é similar a dos English Toy Spaniel mas diferem totalmente da pelagem dos Spaniels Pequineses; por outro lado, não deve ter nenhuma semelhança com a pelagem dos Spitz. O pelo é curto na face, no focinho, na frente dos membros anteriores na parte abaixo do jarrete. De comprimento médio no corpo, é mais longo no pescoço para formar uma juba, que desce em ondulações até o peito formando um jabô; formando franjas nas orelhas; na parte posterior das coxas forma um amplo culote com pelos macios. Pode ter um pequeno tufo de pelos entre os dedos e ultrapassá-los ligeiramente, de modo que não dê às patas uma aparência pesada, mas sim, uma aparência fina, tornando-as mais longas. Certos cães, em boa condição de pelagem, têm um pelo de 7,5 cm de comprimento na cernelha e franjas de 15 cm na cauda.
  • Cor: Todas as cores são aceitas em uma pelagem sobre fundo branco. No tronco e membros o branco deve ser predominante em relação a cor. O branco na cabeça, preferivelmente estendido por uma faixa mais ou menos larga. Uma mancha branca é admitida na parte inferior da cabeça, mas o branco dominante na cabeça é uma falta. Em todos os casos, os lábios, as pálpebras e, principalmente, a trufa, devem ser pigmentados.

Papillon


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