Malamute do Alaska

Categoria 0 Comentários 15 Fevereiro, 2018

Classificação F.C.I.

Grupo 5 – Spitz e Tipos Primitivos

Seção 1 – Cães Nórdicos de Trenó. Sem prova de trabalho

País de Origem: Estados Unidos da América

Nome da Raça em seu país de origem: Alaskan Malamute

História da Raça

A origem exata do Malamute do Alaska é desconhecida, mas sabe-se que a raça vivia em uma tribo nativa chamada de “Mahlemuts”, na parte noroeste do Alasca, sendo que os habitantes locais os utilizavam para puxar trenós e para a caça de grandes animais, como focas e ursos polares.

Desse modo, os cães da raça precisavam ser grandes e fortes, em vez de rápidos, para que apenas um único exemplar pudesse fazer o trabalho de vários cães menores (embora falaremos disso em outra oportunidade, cumpre lembrar que o tamanho e a força física são uma das principais diferenças do Malamute com o Husky, raças semelhantes e que são muito confundidas).

Em 1896 ocorreu a descoberta do ouro na região, o que ocasionou uma imigração impressionante de pessoas para o local, sendo que as mesmas, por ausência de outras atividades de lazer no frio extremo do Alasca, passaram a se utilizar dos cães como forma de entretenimento, fazendo competições para ver qual animal carregava mais carga.

Assim, como o Malamute original foi cruzado com os cães dos forasteiros, a raça corria risco de se perder. Para evitar isso, habitantes locais fizeram cruzamentos selecionados, por volta de 1920, para se obter bons exemplares tradicionais.

Tais cruzamentos fizeram com que o cão novamente ganhasse destaque, tendo a raça sido utilizada, no ano de 1933, para ajudar o almirante Byrd em sua expedição para o Polo Sul.

A raça obteve reconhecimento do American Kennel Club no ano de 1935.

Aptidão / Temperamento

O Malamute, como a maioria dos cães nórdicos, se revela um animal muito independente e um pouco teimoso, fazendo em geral exatamente apenas aquilo que deseja.

Entretanto, embora ainda seja amplamente utilizado para a sua função original, que é a de puxar trenó (existindo várias competições do tipo – “sled dog”), hoje a raça tem conquistado inúmeros lares, principalmente nos Estados Unidos, como cão de companhia, por ter um temperamento calmo, afetuoso e brincalhão.

Expectativa de Vida: De 10 a 14 anos

Cuidados Específicos / Doenças mais Comuns

Malamute do Alaska

Como foram criados para puxar trenós e percorrer longas distâncias, os Malamutes apreciam e precisam de exercícios diários. Portanto, até pelo seu porte, não são animais recomendados para se viver dentro de ambientes pequenos, como um apartamento.

Malamutes são cães de matilha – a qual possui apenas um líder. Portanto, se o dono não for o líder e não souber se impor, automaticamente o cão tomará esta função para si. Portanto, os cães da raça devem receber educação desde cedo, com uma postura firme, mas sem agressividade.

A raça costuma ter perda abundante de pelo, motivo pelo qual a escovação deve ser feita diariamente ou a cada dois dias, para que a pelagem fique sedosa e se previnam a formação de nós. Além da queda normal de pelos mortos, os Malamutes possuem duas trocas anuais totais de pelo.

Banhos devem ser ministrados somente quando necessário, para que a oleosidade natural da pele não seja retirada.

Assim como qualquer cão, o Malamute deve ter suas unhas cortadas regularmente (caso o cão viva em ambiente que não permita o “desgaste” natural das mesmas), limpeza de ouvidos, para evitar acúmulo excessivo de cera, e escovação regular dos dentes, com produtos apropriados para cães.

Interessante destacar que os Malamutes adoram cavar! Portanto, se você gosta de um jardim impecável e sempre arrumado, com certeza esta raça não é a mais indicada para o seu lar.

Como cães de grande porte, a raça está sujeita a desenvolver displasia coxofemoral, torção gástrica e catarata.

Características Físicas

O Malamute do Alaska é um cão de tamanho grande, possuindo as seguintes principais características físicas:

Malamute do Alaska

  • Tamanho: 63,5 cm para cães machos e de 58,5 cm para as fêmeas.
  • Peso: Machos: 38,5 kg. Fêmeas: 34 kg.
  • Cabeça: Larga, proporcional ao tamanho do cão e com olhar meigo.
  • Trufa: Preta, podendo ser marrom em cães vermelhos.
  • Mordedura: Em tesoura.
  • Olhos: Apenas na cor castanha. Olhos azuis não são aceitos.
  • Orelhas: De tamanho médio, relativamente pequenas se comparada com o tamanho da cabeça. São triangulares e ligeiramente “empinadas” para a frente, podendo ficar relaxadas atrás do crânio em momentos de descontração.
  • Cauda: Fica em cima do dorso quando o cão não está em movimento, mas não pode ser enrolada sobre o dorso.
  • Pelo: Tem uma pelagem espessa, mas não pode ser longa nem macia. O subpelo é denso, com comprimento de 2,5 a 5 cm, oleoso e lanoso. No verão a pelagem costuma ser mais curta e menos densa. Não é realizada tosa na raça.
  • Cor: As cores variam de cinza claro passando para tonalidades intermediárias de preto, areia e tonalidades de areia ao vermelho. Também pode ser inteiro branco.

Curiosidades

O presidente dos EUA em 1933, Herbert Hoover, assim como o ator Robin Williams, possuíam exemplares de Malamute.

Os cães da raça também são conhecidos por latirem pouco, mas por realizarem a sua comunicação com uivos. Algumas vezes também parecem que tentam “verbalizar” o que sentem, sendo cães bastante comunicativos.

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