Dogue de Bordeaux

Categoria 0 Comentários 9 Fevereiro, 2018

Classificação F.C.I.
Grupo 2 – Pinscher e Schnauzer – Raças Molossóides – Cães Montanheses Suíços e Boiadeiros
Seção 2.1 – Raças Molossóides, tipo Dogue. Sem prova de trabalho

Nome da Raça em seu país de origem: Dogue de Bordeaux

História da Raça

O Dogue de Bordeaux, também chamado de Mastim Francês, é um dos mais antigos cães franceses, tendo como provável descendência os antigos Alanos e, em particular, do dogue de caça ao javali sobre o qual o Gaston Phébus (ou Fébus) Conde de Foix disse, no século XIV, em seu “Livro de Caça”, que: “ele tem a mordida mais forte que três lebréis juntos”.

Entretanto, não há um consenso exato sobre a descendência da raça, sendo que alguns defendem que a mesma surgiu através de cruzamentos selecionados entre Mastiffs e Buldogues.

A palavra “dogue” aparece no fim do século XIV. Em meados do século XIX, estes antigos dogues não eram reconhecidos em outro lugar além da Aquitania. Foram utilizados na caça de grandes animais (javali), em combates (frequentemente codificados), na guarda de casas e do gado, e a serviço dos açougueiros.

Em 1863, aconteceu em Paris, no “Jardin d’Acclimatation”, a primeira exposição canina francesa. Os Dogues de Bordeaux participaram com seu nome atual. Existiam diferentes tipos: tipo de Toulouse, tipo de Paris e o tipo de Bordeaux, que é a origem do Dogue atual, os quais diferiam muito com relação ao peso e pelagem (presença de máscara negra em alguns exemplares).

Somente em 1926 é que a polêmica sobre os diferentes tipos foi solucionada, mediante a aceitação da máscara negra como característica de alguns exemplares.

Aptidão / Temperamento

O Dogue de Bordeaux é um cão que se mostra extremamente apto para a guarda, tornando-se especialmente atraente para algumas pessoas porque concilia tal instinto de proteção com uma docilidade e apego extremo ao seu dono, sendo, portanto, um cão calmo, afetuoso e equilibrado.

Os machos podem apresentar características de dominância e não tolerar bem a presença de outros cães do mesmo sexo.

A guarda é desenvolvida naturalmente, não necessitando de um treinamento específico para tanto.

Cuidados Específicos / Doenças mais Comuns

Dogue de Bordeaux

O Dogue de Bordeaux é uma das raças mais afetadas pela displasia, sendo relativamente difícil encontrar um exemplar que não traga um pequeno traço da doença, motivo pelo qual é importante observar os pais do filhote e perceber se a movimentação dos mesmos não apresenta dificuldades.

O grande peso da raça também pode fazer com que a mesma apresente problemas nas articulações (daí ser muito importante manter o cão em um piso mais firme, como grama, calçada, piso rústico, evitando-se, assim, que o animal fique “escorregando” enquanto anda).

Calos devido ao grande peso também são comuns, podendo igualmente apresentar problemas de pele, nas suas rugas, e alguns problemas oculares, nos exemplares que possuem as pálpebras mais caídas.

No mais, são cães com boa saúde e que não requerem maiores cuidados, sendo importante manter o mínimo de atividade física, embora sejam relativamente pacatos, observando-se nesse item que, devido ao focinho curto, podem se cansar facilmente nos exercícios.

Características Físicas

De acordo com a CBKC, o Dogue de Bordeaux é um cão de tamanho grande.

Dogue de Bordeaux

  • Tamanho: A altura na cernelha equivale a 60 a 68 cm para cães machos e é de 58 a 66 cm para as fêmeas, sendo tolerado 1 cm para baixo e 2 cm para cima.
  • Peso
    • Machos: mínimo de 50 kg.
    • Fêmeas: mínimo de 45 kg.
  • Máscara
    • Máscara Preta: A máscara é pouco extensa, não devendo invadir a região craniana. Poderá haver leve sombreamento no crânio, orelhas, pescoço e parte superior do corpo. A trufa é preta.
    • Máscara Marrom: (anteriormente conhecida como vermelha ou bistre): A trufa é marrom, bem como a orla das pálpebras e a borda dos lábios. Pode haver um sombreamento marrom não-invasivo; cada pelo apresentando uma parte fulvo ou areia, e uma parte marrom. Neste caso, as partes inclinadas do corpo tem uma cor mais pálida.
    • Sem Máscara: O pelo é fulvo; a pele parece vermelha (anteriormente conhecida como “máscara vermelha”). Nesse caso, a trufa então pode ser avermelhada ou rósea.
  • Maxilares/Dentes: Poderosos e largos. O cão é prognata (o prognatismo inferior é uma característica da raça). A face posterior dos incisivos inferiores está à frente e sem contato com a face anterior dos incisivos superiores. A mandíbula curva-se para cima. O queixo é bem marcado e não deve ultrapassar exageradamente o lábio superior, nem ser encoberto por ele. Dentes fortes, particularmente os caninos. Os caninos inferiores são afastados e ligeiramente recurvados. Incisivos bem alinhados, principalmente os inferiores, que são organizados em linha aparentemente reta.
  • Olhos: Ovais, largamente afastados, numa distância entre os cantos mediais equivalente ao dobro da distância entre os bordos interno e externo de um mesmo olho (abertura palpebral). Olhar franco. A conjuntiva não deve ser aparente. Cor, do avelã ao marrom escuro, para os exemplares com máscara escura. Nos de máscara ruiva ou sem máscara tolera-se, mas não se busca, uma tonalidade mais clara.
  • Orelhas: Relativamente pequenas, de cor um pouco mais escura que a cor da pelagem. No seu conjunto, a frente da base da orelha é ligeiramente levantada. Elas devem cair, mas não ficarem suspensas e moles. O bordo anterior está perto da bochecha quando o cão está atento. A extremidade é ligeiramente arredondada; seu tamanho não pode ultrapassar o olho. De inserção bem alta, de forma que, vista de frente, a linha da dobra parece continuar a linha de contorno do crânio, dando-lhe a impressão de mais largo ainda.
  • Pelo: Curto, fino e macio ao toque.
  • Cor: Unicolores, em todas as gamas de fulvos, do acaju ao isabela. Deve-se buscar uma boa pigmentação. Manchas brancas pouco extensas são admitidas no antepeito e na extremidades dos membros.

Curiosidades

Em 1991, o filme estrelado por Tom Hanks, “Uma Dupla Quase Perfeita”, fez com que a popularidade da raça explodisse, fazendo com que a mesma se tornasse um dos molossos mais criados no mundo.

Atualmente, o jogador de futebol Lionel Messi possui um exemplar da raça e sempre posta fotos com o mesmo nas suas redes sociais, o que tem chamado bastante atenção dos leigos sobre o Dogue de Bordeaux.

Os primeiros exemplares foram trazidos ao Brasil em 1985, mas os criadores da França só aceitaram vender os animais castrados. Desse modo, a criação oficial se iniciou apenas em 1991, quando a criadora Monica Voss Tim, do canil Chamtebled, trouxe os primeiros cães não castrados para o Brasil.

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