Dogo Argentino

Categoria 0 Comentários 13 Fevereiro, 2018

Classificação F.C.I.

Grupo 2 – Pinscher e Schnauzer – Raças Molossóides – Cães Montanheses Suíços e Boiadeiros

Seção 2.1 – Raças Molossóides, tipo Dogo. Sem prova de trabalho

País de Origem: Argentina

Nome da Raça em seu país de origem: Dogo Argentino

História da Raça

Esta raça é originária da província de Córdoba, região mediterrânea da República Argentina. Seu criador foi o Dr. Antonio Nores Martinez, eminente e ativo cirurgião nascido em Córdoba no ano de 1907 e falecido no ano de 1956.

Seu trabalho partiu do cruzamento metódico do “Velho Cão de Briga de Córdoba”, exemplar de grande poder e fortaleza, produto da mestiçagem que então se fazia entre cães das raças Bulldog e Bull Terrier.

Ele elegeu para a criação exemplares totalmente brancos, sem prognatismo, com cabeça pesada e de focinho longo. Depois de uma intensa e minuciosa seleção e estudo de caráter em várias gerações, consegue seu objetivo formando várias famílias, partindo sempre daquele “Velho Cão de Briga de Córdoba”, o qual cruzou inicialmente com o Bulldog Inglês, Dogue Alemão, Cão de Montanha dos Pirineus, Bull Terrier, Boxer, Pointer, Dogue de Bordeaux e Wolfhound Irlandês.

Em 1947 a raça já estava criada e estabilizada geno e fenotipicamente; por ele neste mesmo ano se apresenta no Clube de Caçadores da Cidade de Buenos Aires o padrão da raça.

Sua fortaleza, tenacidade, olfato e valentia o fazem inigualável dentre os cães de matilha para a caça de javalis, pecaris, pumas e outras espécies predadoras da agricultura e de criações de gado que habitam as vastas e heterogêneas regiões do território argentino. Essa é a tradicional atividade para a qual Antonio Nores criou esta raça.

No ano de 1964 é reconhecida como raça pela Federação Cinológica Argentina e pela Sociedade Rural Argentina, as quais abrem seu “Registro Genealógico”, iniciando sua inscrição.

Recentemente, no ano de 1973, a raça é aceita pela FCI (Federação Cinológica Internacional). Tudo isto graças à veemente paixão e ao inigualável trabalho e esforço do Dr. Agustín Nores Martinez, irmão do criador da raça, quem conseguiu este reconhecimento não só pela sua ação individual, senão também, pela ação institucional da Federação Cinológica Argentina e do Clube do Dogo Argentino Dr. Antonio Nores Martínez.

Aptidão / Temperamento

O Dogo Argentino é uma das raças mais versáteis de que se tem notícia. Originalmente criado para a caça de grandes animais, hoje, além desta função inicial, desempenha diversas outras, como a guarda de propriedades, cão guia de cegos e é até utilizada pela polícia da Argentina.

Trata-se de um animal muito fiel e devotado ao seu dono, sendo extremamente apegado aos membros da sua família, dando-se muito bem com todos, inclusive crianças, as quais tolera com muita paciência.

Pelo histórico da raça, a mesma pode desenvolver alto nível de liderança, não sendo indicada, portanto, para donos inexperientes ou que não saibam se impor, sendo que pelo mesmo motivo pode haver brigas se houver exemplares do mesmo sexo habitando a casa.

Cuidados Específicos / Doenças mais Comuns

Dogo Argentino

O Dogo Argentino, por ser um cão que originariamente fora criado e desenvolvidos em fazendas, é um animal muito resistente e que necessita de exercícios diários frequentes e intensos, sob pena de, não os fazendo, se tornar um cão triste, destrutivo e até agressivo em alguns casos. Portanto, com certeza esta não é a raça mais indicada para se ter em apartamentos e lugares apertados.

A pelagem não necessita de maiores cuidados, sendo que os banhos devem ser ministrados apenas quando houver necessidade.

Pela coloração clara da pele e dos pelos, que são bem curtos, a raça pode ter certa intolerância ao sol/calor excessivo, podendo desenvolver, desse modo, alergias, irritações e até câncer de pele em casos severos.

Já foi observada a surdez em alguns exemplares, por isso, na hora de adquirir o filhote, importante que o futuro proprietário faça pequenos barulhos (como bater palmas), com o objetivo de se verificar se o filhote responde aos estímulos sonoros.

Longevidade: De 10 a 12 anos.

Características Físicas

De acordo com a CBKC, o Dogo Argentino é um cão de tamanho médio/grande.

Dogo Argentino

  • Tamanho: A altura na cernelha equivale a 60 a 68 cm para cães machos e é de 60 a 65 cm para as fêmeas.
  • Peso: Machos: de 40 a 45 kg. Fêmeas: de 40 a 43 kg.
  • Trufa: Fortemente pigmentada de preto, com narinas bem amplas.
  • Maxilares/Dentes: Estão compostos por maxilares corretamente colocados, bem desenvolvidos e fortes, sem prognatismo (inferior) nem enognatismo (prognatismo superior), com dentes saudáveis, grandes e normalmente implantados. Recomendase uma dentição completa. A mordedura é em tesoura (isto é, a face caudal dos incisivos superiores toca a face cranial dos incisivos inferiores, recobrindo-os), aceitando-se em pinça (ou torquês, isto é, os incisivos superiores estão em contato ponta com ponta com os incisivos inferiores).
  • Olhos: Tamanho mediano, de forma amendoada, escuros ou de cor de avelã, com pálpebras preferencialmente pigmentadas de preto. Sua posição é subfrontal, bem separados, com olhar vivo e inteligente, mas com uma marcada dureza ao mesmo tempo.
  • Orelhas: De inserção lateral e alta, com boa separação entre ambas devido à largura do crânio. Funcionalmente, deverão apresentar-se cortadas e eretas, em forma triangular e de um comprimento que não exceda 50% do bordo anterior do pavilhão da orelha natural. Sem cortá-las, são de comprimento mediano, largas, grossas, planas e arredondadas na ponta. De pelagem lisa, ligeiramente mais curta do que no resto do corpo, onde podem aparecer pequenas manchas não penalizáveis. Portadas naturalmente pendentes, cobrindo a parte posterior das bochechas. Em alerta, têm a capacidade de semi-ereção.
    Observação: embora o padrão oficial da raça preveja o corte de orelhas, tal fato foi proibido no Brasil, devendo as mesmas serem mantidas de forma natural.
  • Cauda: Comprida, sem ultrapassar os jarretes; grossa, de inserção média. Em repouso, observa-se naturalmente caída; em atenção ou em movimento, levantada em arco, com uma ampla curvatura para cima.
  • Pele: Homogênea, grossa, mas elástica. Aderente ao corpo por um tecido subcutâneo semi-frouxo, elástico, sem formar rugas; exceto na região da garganta, onde o tecido celular subcutâneo é mais frouxo. Preferem-se os exemplares com os lábios e as pálpebras pigmentadas de preto. Não se penaliza a pele pigmentada de preto.
  • Pelo: Uniforme, curto, liso, com um comprimento aproximado de 1,5 cm a 2 cm. Sua densidade e grossura variam segundo o clima.
  • Cor: Integralmente branca. Admite-se somente uma mancha preta ou de tonalidade escura no crânio. A mesma pode estar situada também em uma de suas orelhas ou ao redor de um dos olhos. O tamanho da mancha deve guardar uma proporção adequada, não superando 10% do tamanho da cabeça. Entre dois cães de iguais condições, o juiz sempre deverá optar pelo mais branco.

Curiosidades

A raça tem de ser inteiramente branca, sendo admitida apenas uma mancha negra na região da cabeça, sendo que, quando isso corre na região dos olhos, o exemplar é comumente chamado de “pirata”.

Pode surgir de alguns cães terem manchas pretas na pele, mas não no pelo, sendo que tal hipótese é aceita pelo padrão da raça.

O Dogo Argentino, assim como o Fila Brasileiro e o Pit Bull, por exemplo, foi banido de diversos países, como Austrália e Inglaterra, por ser considerada em tais lugares como um cão excessivamente agressivo. A raça não é reconhecida oficialmente nos EUA.


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