Cane Corso Italiano

Categoria 0 Comentários 18 Fevereiro, 2018

Classificação F.C.I.

Grupo 2 – Pinscher e Schnauzer – Raças Molossóides – Cães Montanheses Suíços e Boiadeiros

Seção 2.1 – Raças Molossóides, tipo Mastife. Sem prova de trabalho

País de Origem: Itália

História da Raça

O Cane Corso é uma raça muito antiga, que descende, assim como o Mastim Napolitano, diretamente do antigo Molosso Romano, chamado de “Canis Pugmax”.

A crença é a de que o Cane Corso seja a linhagem mais leve e esguia desse antigo molosso, enquanto o Mastim Napolitano seria a sua variedade mais pesada.

O nome da raça vem do Latim “Chors”, que significa “protetor” e “guardião da fazenda”.

Suas funções, na Itália antiga, na época do Império Romano, consistiam em fazer a guarda de rebanho nas fazendas da região centro-sul da Itália e a caça de grandes animais, como javalis e cervos.

O auge da raça ocorreu no século XIX e logo após a Primeira Guerra Mundial. Após, com a queda da produção agrícola e o declínio do pastoreio de animais, a necessidade de se ter cães nas fazendas para lidar com o gado decaiu, o que fez com que o interesse pelo Cane Corso também caísse.

A recuperação ocorreu no período de 1920 a 1940, época em que houve retomada econômica agrícola e de pastoreio, momento em que os fazendeiros precisavam novamente de cães do tipo do Cane Corso, cuja população aumentou bastante, tornando-se um cão muito comum na Itália.

Entretanto, com a Segunda Guerra Mundial, novamente ocorreu uma crise agrícola na região, sendo que, dos anos de 1951 a 1961, muitas fazendas do sul da Itália acabaram com a sua produção, sendo este o período de maior decadência da raça, pelo desinteresse da população local em conservá-los.

Contudo, no final da década de 1970, houve a preocupação de alguns apaixonados pela rela raça na sua restauração, dentre eles, Giovanni Bonatti, o professor Fernando Casolino, Luciano Malavesi e o Dr. Stefano Gandolfi, que fizeram a seleção criteriosa de alguns exemplares com as características físicas desejadas.

Em 18 de Outubro de 1983 ocorreu uma reunião de um pequeno grupo de criadores da raça, momento em que 12 exemplares adultos foram reunidos, e apresentavam características semelhantes, com porte atlético e cabeça maciça, sendo que no mesmo ano foi formado um clube para a raça, a “Societá Amatori Cane Corso”, que ainda existe até os dias atuais.

No final da década de 1980 as reuniões dos apaixonados da raça se intensificaram, reunindo uma maior quantidade de exemplares, os quais serviram para a formação do padrão atual do Cane Corso.

Em 1994 o Cane Corso recebeu o reconhecimento oficial do ENCI e se tornou a 14ª raça italiana de cães. O reconhecimento pela FCI ocorreu em 1996, e, pelo AKC, apenas em 2010.

Aptidão / Temperamento

Cane Corso Italiano

O Cane Corso é, como já mencionado, um cão muito versátil, podendo ser utilizado para diversas funções, sendo que atualmente a sua atividade principal é a de guarda de propriedades.

É um cão corajoso, inteligente, destemido e muito fiel ao seu dono. Essa fidelidade faz com que a raça proteja a sua família de forma intensa.

O que tem atraído muitas pessoas que buscam um guardião a adquirir um filhote de Cane Corso é o equilíbrio da raça. Embora sejam guardiões natos, são cães muito dóceis com todos os membros da família, tornando-se amigos inseparáveis das crianças, com as quais brincam até à exaustão.

Expectativa de Vida: De 9 a 13 anos

Cuidados Específicos / Doenças mais Comuns

Cane Corso Italiano

O Cane Corso, pelas funções originais para as quais fora desenvolvido, necessita de grandes espaços para sua criação, não sendo indicado para ambientes pequenos, como apartamentos, necessitando, ainda, de atividade física diária moderada.

Alguns exemplares podem apresentar nível de dominância acima da média, o que requer disciplina rígida (mas sem agressividade) desde a mais tenra idade. Tal fato também pode ocasionar brigas em exemplares do mesmo sexo.

A manutenção da raça é muito simples, com escovações nos pelos ocasionais, e banhos somente quando necessários e limpeza periódica das orelhas e escovação dos dentes, com produtos apropriados para cães.

O Cane Corso, é um cão muito rústico, apresentando, em geral, boa saúde. Entretanto, como todos os cães de porte grande, a raça pode sofrer de torção do estômago e principalmente displasia coxofemoral, o que, dependendo do grau, pode trazer bastante sofrimento para o cão.

Importante, portanto, antes de adquirir um filhote, pedir para o proprietário do canil exames que comprovem a ausência de displasia dos pais (sendo ideal que os mesmos sejam “HD –“), eis que tal doença é geneticamente transmissível.

Assim, mesmo que se adquira um filhote saudável e de procedência, os donos devem tomar cuidados com pisos muito escorregadios, sendo ideal que o animal fique a maior parte do tempo em solo firme (“solo firme” em sentido amplo, compreendendo-se neste definição grama, calçada, piso antiderrapante, etc.), para que não venha a causar danos nos animais. Importante notar ainda que cães que ficam a maior parte do tempo em pisos como os já citados e com boa aderência, costumam gastar naturalmente as suas unhas, chegando até a ponto de ser desnecessária o corte das mesmas.

Características Físicas

O Cane Corso é um cão de tamanho grande, possuindo as seguintes principais características físicas:

Cane Corso Italiano

  • Tamanho: A altura na cernelha equivale a 64 a 68 cm para cães machos e é de 60 a 64 cm para as fêmeas.
  • Peso: Machos: 45 a 50 kg. Fêmeas: 40 a 45 kg.
  • Crânio: Largo, com largura maior ou igual do que o seu comprimento.
  • Trufa: Preta ou cinza, dependendo da cor do cão.
  • Dentição: Forte, com ligeiro prognatismo inferior. Mordedura em torquês é tolerada, mas não desejada.
  • Olhos: Ovais, de tamanho médio, sendo que a íris deve ser o mais escuro possível.
  • Orelhas: Em formato triangular, caídas.
  • Cauda: Grossa e alta, mas nunca ereta ou enrolada.
  • Pelo: Curto, brilhante, denso e com subpelo leve.
  • Cor: Preto, tons de cinza (escuro, claro), azul (claro e escuro), castanho e castanho escuro (listras em diferentes tons de fulvo ou cinza), sendo aceitável mancha branca no peito e na ponta dos dedos, desde que pequena.

Curiosidades

A raça foi introduzida no Brasil em 1997, pelo apresentador Fausto Silva, que conheceu a mesma em uma de suas viagens e ficou apaixonado.


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